sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

* Oblivion *




Afeição



Devagar teço de lágrimas meu rosto
Ânsias infindáveis marcadas no peito
Memórias inesquecíveis desse teu jeito
Carícias, mãos e o cheiro do teu gosto..

Os anos passam, as horas morrem
É preciso a aurora cheia de graça
Pra iluminar teus lábios cor de acácia
Seios da juventude que me consomem

Infames foram os erros meus
Vendo a pétala que caia
O coração não correspondia
A vontade e ansiedade dos olhos teus

Era tímida sensatez
Das noites de lua cheia
Os sonhos de pisar na areia
Feneceram com o tempo e a turbidez

Tens a liberdade dos ventos
Estampida no semblante
A beleza de um instante
É o primor de bons momentos

E o velho tempo se foi novamente
Sem pensar me deixou de presente
A solidão da despedida
Está de volta esta amarga e enrustida
Dor da partida
Que finda com o velho beijo
Que guarda um desejo ha anos ansiado
De encontrar um amor
Que traga a mais linda flor
Que me faça feliz e seja do meu agrado..

(T.T.F)























quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

* Ñ partirás jamais *



El Espinillo


O boêmio merece o perdão
Da rosa que pouco fala
Mais simplesmente exala
O perfume do coração
Quando presto atenção
Há rufores em meu caminho
Como a rispidez do espinho
Me sinto cada vez em acalanto
Não quero ódio, nem pranto
A natureza que canto
Fenece ao te ver chorar
Penso que sem ti não sei viver
No teus braços quero morrer
Nasci pra te amar, te amar e te amar..

(T.T.F)

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

O gosto dos beijos S2


Florão de Chinoca

Floreando a guitarra invoco a cigarra nas cordas em flor
Seguindo este embalo te fiz de regalo uns versos de amor
Chinoca bonita com ares de Anita, florão de donzela
Se bela é a lua, tu és a xirua mais linda que ela

Óh minha lindaça, pois tu tens a graça da rosa em botão
Por esta paisana senti a picana no meu coração
Olhando a boieira, estrela campeira, teus olhos eu vejo
Pra esta chinita eu trago a estrellita em troca de um beijo

Por esta chinoca eu paro com as tropas e finco morada
Eu mesmo solito levando um ranchito beirando uma aguada
Cruzando a porteira verás a figueira sombreando na frente
Pra hora do amargo, matear ao meu lado, bombeando o poente...

domingo, 27 de março de 2011

* ROJA *


Estampa domingueira


Linda minha estampa domingueira
Quando chego no povoado
Trago além da minha fronteira
Uma sina musiqueira de quem vem contrabandiado
Bueno esse potro de rendilha num trancão de pisa-flor
De uma pelagem tordilha traz a origem da tropilha pela mão do domador

Chego já na frente da janela de um ranchito bem cuidado
Assoviando algo pra ela que essa copla tão singela eu compus pra o teu agrado
Olhos de pealar o coração na minha vida tão pequena

Do aguapé de um lagoão trago a flor do meu rincão pra o cabelo da morena

Pra estância vou cantando uma tirana
Mais eu sei que vou voltar que passe logo a semana
Pois deixei pra querumana meu pala pra ela guardar

Chego já na frente da janela de um ranchito bem cuidado
Assoviando algo pra ela que essa copla tão singela eu compus pra o teu agrado
Olhos de pealar o coração na minha vida tão pequena

Do aguapé de um lagoão trago a flor do meu rincão pra o cabelo da morena

Pra estância vou cantando uma tirana
Mais eu sei que vou voltar que passe logo a semana
Pois deixei pra querumana meu pala pra ela guardar...



(César Oliveira/Rogerio Melo)

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

NÃO VOU PRA CASA NÃO SENHOR



NÃO VOU PRA CASA
(João Gilberto)


Só vou pra casa quando o dia clarear
eu sou do samba pois o samba me criou
se por acaso um grande amor eu arranjar
não vou pra casa nao vou nao vou
não vou pra casa nao vou nao vou
Eu sou do samba rasgado
do samba bem ritmado
que deixa a gente cansado de batucar
mas se na roda de samba
eu encontrar um amor
aí, entao, não vou pra casa não senhor
nao vou, nao vou...

terça-feira, 7 de setembro de 2010

* Alaúde *



UM DESEJO



Desejo mil refletores no mesmo ardor
Desejo um sono tranquilo na inquietante maresia dos teus lábios
Desejo que este mesmo ardor esteja, que seja, em uma ponta do iceberg do teu coração
Desejo que aqueles mil tambores jamais se calem
E que a força dos meus versos ressoem junto a eles em verdejantes tons esverdeados
solene será o ato da solidão do teu rei
Sereno será a imensidão dos longos voos do palhaço do amor
Inoculante será essa semente que deixastes cair em solo fértil
Fértil será a inspiração deste vivente
Assim como um vidente, crê que sente a perca dos olhos jabuticaba...
Tem um sonho dentro de si
Muitas páginas te verão sorrir
Mil refletores ão de servir
Para que tenhas de volta nos olhos
O brilho dos lampejos
Sem ver culpa nem idolatria
O simples sonho de um desejo
Onde o pierrot não foi convidado
Pois não recebe mais os teu beijos...


Tiago T. Foerster

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

* Presente *



cuidar



"vou te cuidar pelo calor que faz brotar em mim"

"vou te cuidar do jeitinho que eu cuido quem eu quero só pra mim"

"vou te cuidar como quem cuida um amor, como quem rega uma flor"

"como quem eu quero só pra mim, tu e teus lábios de carmin"

"os olhos de jabuticaba, minha Fina-Flor de Fiorin"


Eu te Amo.


Tiago T. Foerster